Venda de imóveis retoma em “V” e dispara

Venda de imóveis retoma em "V" e dispara

Enquanto economistas e especialistas estudam e observam diversos segmentos de mercado projetando a retomada, o setor imobiliário já mostra resultados reais.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as vendas de imóveis cresceram 25% no último trimestre móvel comparado com o mesmo período em 2019. Além disso, apenas em julho, o número aumentou 58% comparado com o mesmo mês no ano passado, sendo o melhor resultado mensal desde maio de 2014.

Nesse sentido, o setor também foi responsável pela contratação de mais de 50 mil trabalhadores formais, dentre os 249 mil postos de trabalho com carteira assinada em agosto.

Também vale destacar que entre setembro de 2019 a setembro de 2020 ocorreram 973 concessões de alvará na cidade de São Paulo, sendo assim um índice recorde desde o início da série histórica da Abrainc.

Com base nos dados, a “recuperação em V”, já mencionada aliás pelo Ministro Paulo Guedes, é uma realidade que as construtoras e incorporadoras estão mostrando em resultados.

E ainda que seja evidente de se compreender comparando os números, a explicação para esse cenário é mais vasta que o período recente.

Quais são os motivos para a retomada?

Desde a desaceleração do setor em 2016, o segmento imobiliário apresentou resultados em queda, marcando um período de anos em baixa. No entanto, para o ano de 2019, as empresas do setor começaram a mostrar sinais de crescimento que apontavam retomada em 2020.

O que as companhias não esperavam era que no caminho existiria também o impacto por uma pandemia, que evidentemente afetou o setor, mas não impediu de ter condições favoráveis.

Em síntese, os principais componentes para esse cenário são: juros baixos, inflação baixa, crédito abundante e demanda reprimida dos últimos anos.

Primeiramente, a taxa Selic a 2% representou uma taxa de juros suficientemente baixa para abrir o interesse em financiamento de imóveis por parte da demanda. Ao mesmo tempo, proporcionou condições vantajosas para as construtoras adquirirem crédito imobiliário para novos empreendimentos, enquanto a inflação se mostra em baixa.

Aliado esses fatores a demanda que esteve reprimida nos anos recentes voltou a procurar imóveis em diversos segmentos.

Os programas sociais Minha Casa, Minha Vida e o mais recente Casa Verde Amarela, voltados ao segmento de baixa renda, foram responsáveis por 75% dos imóveis vendidos, por exemplo. Ao mesmo tempo, os empreendimentos voltados para as classes A e B exigindo imóveis mais adaptados ao home office e afins movimenta a outra ponta.

Sendo assim, apesar da pandemia, as famílias de várias faixas de renda também se aproveitaram das condições para adquirir um imóvel, aumentando a demanda.

Por fim, o segmento imobiliário conseguiu reunir fatores favoráveis a resultados otimistas que indicam que mais que uma retomada, houve uma disparada da área. Nesse sentido, o Bank of America fez um relatório apontando novo super ciclo para o setor.

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