São Paulo cria divisão policial para investigar criptomoedas

São Paulo cria divisão policial para investigar criptomoedas

A Polícia do Estado de São Paulo terá uma divisão especial para combate a crimes pela internet e com criptomoedas.

O Governador do Estado de São Paulo, João Doria, anunciou a criação da nova divisão. O anúncio foi publicado no Diário Oficial do Estado.

Segundo o governador, o novo órgão se chamará Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER). Ela será vinculada à Polícia Civil e terá caráter investigativo.

A DCCIBER está subordinada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Ela também contará com uma “superestrutura contra os cibercriminosos”, destacou o governo.

Crimes cibernéticos e modernização da polícia

Segundo o governo, a criação da DCCIBER faz parte do projeto de modernização da Polícia Civil. Esse projeto é encabeçado pelo Delegado-Geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes.

Parte do efetivo da DCCIBER será formado 4ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Fraudes Patrimoniais Praticadas por Meios Eletrônicos.

Outra parte será composta por novos policiais em formação na Academia de Polícia Civil de São Paulo (Acadepol).

Em ambos os casos, os policiais terão treinamento e expertise no combate a crimes cibernéticos. Cerca de 50 deles já fizeram cursos de investigação e coleta de provas.

Um outro curso está programado para novembro. Intitulado Especialização em Técnicas de Investigação de Crimes Cometidos por Meio Eletrônico, o curso tem como objetivo preparar e especializar 30 policiais.

Objetivos da nova unidade

O decreto publicado também especifica os crimes que a DCCIBER irá combater. Entre eles estão ataques hackers, cryptojacking, malwares, entre outros.

Porém, a divisão não será responsável apenas por crimes com criptomoedas. Em sua alçada também estarão os seguintes casos:

  • Fraudes contra Instituições Financeiras praticadas por Meios Eletrônicos;
  • Fraudes contra Instituições de Comércio Eletrônico praticadas por Meios Eletrônicos;
  • Violação de Dispositivos Eletrônicos e Redes de Dados;
  • Entre outros.

A DCCIBER também pode ser responsável por investigar supostos golpes com Bitcoin e criptomoedas. Entre eles estão a “Lavagem e Ocultação de Ativos Ilícitos por Meios Eletrônicos”. Aqui podem ser enquadradas as supostas pirâmides financeiras, por exemplo.

Leia também: Bitcoin rompe os R$ 70 mil e dispara, mas e agora?

Leia também: BitMEX anuncia KYC obrigatório a partir de novembro

Leia também: Pirâmide ligada à família de Russomanno será investigada

Forex Crypto News: Cripto Facil