“Playboy do Bitcoin” se defende de acusações de estelionato em entrevista para TV

"Playboy do Bitcoin" se defende de acusações de estelionato em entrevista para TV

Após aparecer em vídeo de orgia com duas mulheres em uma suíte na zona sul do Rio de Janeiro, Marlon Gonzalez Motta, conhecido como “Playboy do Bitcoin”, de 24 anos, deu uma entrevista para TV em que se defendeu das acusações de estelionato investigadas pela Justiça do Distrito Federal.

Estima-se que Motta, que ficou famoso em 2019 quando seu suposto esquema de investimento em criptomoedas veio à tona, tenha dado um prejuízo de R$ 3 milhões em golpes, por meio de sua empresa M3 Private. Mesmo assim, o acusado afirma que é “completamente inocente” e que tem “provas concretas disso”.

Em uma reportagem do programa Domingo Espetacular, da TV Record, veiculado no último domingo, dia 3 de maio, a mãe dele afirmou que ele tem “mania de ostentar” desde pequeno. Mas ele alega que faz isso com o próprio dinheiro.

Na entrevista, Motta disse que não está mais trabalhando no ramo de investimentos, mas com tecnologia. Sobre os clientes que se dizem lesados pela empresa do investigado, ele afirmou:

“Esses clientes não são pessoas leigas”, disse ele. “E qualquer pessoa leiga sabe que Bitcoin é arriscado.”

Na reportagem, o especialista em direito digital Frank Ned Oliveira comentou que no Brasil, qualquer um pode comprar ou vender Bitcoin com um cartão de crédito. Além disso, ele informou que, embora no país as criptomoedas não sejam regulamentadas, elas também não são criminalizadas.

Oliveira também recomendou ainda que, em casos como este, a vítima deve registrar uma ocorrência para oficializar que sofreu um golpe e procurar um defensor especializado na área.

Ameaças e sequestros

A advogada de Motta, Maurin Porto Alegre, disse na reportagem, que a família dele recebe ameaças constantemente e vive com medo.

“Ele já foi sequestrado três vezes e na ultima vez ele quase veio a óbito”, disse a advogada.

O delegado Luiz Henrique Sampaio afirmou que o sequestro foi orquestrado por duas vítimas que haviam perdido investimentos feitos na empresa de Motta. Sampaio afirmou que os sequestradores torturam Marlon e o forçaram a transferir o dinheiro perdido, R$ 150 mil, de volta para eles. Segundo o delegado, um dos indivíduos foi preso em flagrante.

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