Paulo Guedes confirma: “Brasil terá um Real Digital”

Paulo Guedes confirma: "Brasil terá um Real Digital"

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta quarta-feira (4) que o Brasil terá uma moeda digital lastreada em Real, o chamado Real Digital.

A confirmação foi feita durante um evento em comemoração às 100 milhões de Contas Poupança da Caixa Econômica Federal.

Real Digital a caminho

Conforme noticiou o Portal R7, na ocasião, Guedes também comemorou a aprovação da autonomia do Banco Central.

A pauta foi votada no Senado na terça-feira (3). Ao todo, foram 56 votos a favor e 12 contra Projeto de Lei Complementar que visa isolar a autoridade monetária de pressões político-partidárias.

Agora, o projeto segue para a Câmara dos Deputados. Assim, se for aprovado, vai para sanção do presidente da República Jair Bolsonaro.

“Nós temos finalmente o Banco Central autônomo, que é uma versão ligeiramente diferente, mas ainda sim com a principal missão, que é a preservação do poder de compra da moeda brasileira”, disse.

Na cerimônia, o ministro aproveitou para comentar as iniciativas recentes do Bacen, como o PIX e o OpenBank. Também nesse momento, ele confirmou que o Brasil terá uma Moeda Digital de Banco Central (CBDC, na sigla em inglês):

“Com o Banco Central autônomo novamente, então isso é algo extraordinário, também na dimensão digital. O PIX, OpenBank, as fintechs e a moeda digital. O Brasil terá a moeda digital. O Brasil está a frente de muitos países”, afirmou.

Embora o presidente do Bacen, Roberto Campos Neto, tenha dito que o projeto do Real Digital deve ficar pronto em 2022, Guedes não comentou o prazo para lançamento da CBDC.

Por outro lado, pediu apoio da Câmara dos Deputados para aprovar a matéria.

Grupo de Trabalho já estuda emissão de CBDC

Conforme noticiou o CriptoFácil, em agosto deste ano, o Bacen anunciou a criação de um Grupo de Trabalho para estudar os impactos da emissão do Real Digital.

Na ocasião, o Bacen destacou que o Real Digital pode aprimorar o modelo atual das transações comerciais entre pessoas e entre países.

Além disso, a instituição destacou que as CBDCs não funcionam como o Bitcoin, por exemplo. Já que, para o Bacen, o BTC seria um exemplo de “criptomoedas sem garantia”.

No caso das CBDCs, estas são “endossadas pelos bancos centrais”.

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