Maior banco da Inglaterra bloqueará clientes que negociam criptomoedas

Maior banco da Inglaterra bloqueará clientes que negociam criptomoedas

O maior banco do Reino Unido em ativos se recusa a negociar com criptomoedas.

Conforme noticiou o Sunday Times, o HSBC anunciou que não processará pagamentos de criptomoedas nem permitirá transferências de carteira para o banco.

O jornal de Londres ainda acrescentou que, enquanto outros grandes bancos aceitam transferências de criptomoedas de carteiras digitais para contas bancárias de clientes, muitos bloquearão as transações de cartão de crédito se envolverem a compra ou venda de Bitcoin (BTC).

A notícia chega poucos dias depois que o Bitcoin registrou seu maior recorde de US$ 41.941.

Bitcoin não

De acordo com o Sunday Times, os investidores em criptoativos geralmente convertem suas criptomoedas em moeda fiduciária. E, em seguida, transferem esse dinheiro para uma conta bancária para usar no dia a dia.

Mas agora, o banco inglês não vai mais aceitar dinheiro que provenha de empresas relacionadas com criptomoedas. Além disso, não vai mais permitir que seus clientes enviem recursos para estas empresas para comprar criptoativos.

O relatório em questão coincide com um alerta emitido pela Autoridade de Conduta Financeira (FCA, na sigla em inglês) do país. Afinal, o regulador afirmou recentemente que os investidores em criptomoedas correm o risco de perder todos os seus investimentos.

“Investir em criptomoedas ou investimentos e empréstimos vinculados a eles, geralmente envolve assumir riscos muito altos com o dinheiro dos investidores. Se os consumidores investirem nesses tipos de produtos, eles devem estar preparados para perder todo o seu dinheiro”, disse a FCA.

Vale destacar que, em outubro de 2020, a FCA proibiu a venda de cripto-derivados para consumidores no varejo.

“A FCA considera esses produtos inadequados para consumidores de varejo devido aos danos que representam. Esses produtos não podem ser avaliados de forma confiável pelos consumidores de varejo devido a:

  • Natureza inerente dos ativos subjacentes, o que significa que eles não têm uma base confiável para avaliação;
  • Prevalência de abuso de mercado e crime financeiro no mercado secundário (por exemplo, roubo cibernético);
  • Extrema volatilidade nos movimentos de preços de criptoativos;
  • Compreensão inadequada de criptoativos pelos consumidores de varejo
  • Falta de necessidade de investimento legítimo para os consumidores de varejo investirem nesses produtos”, informou na ocasião.

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