Gestora brasileira de criptoativos recebe R$ 40 milhões em investimentos

Gestora brasileira de criptoativos recebe R$ 40 milhões em investimentos

A Transfero Swiss é uma gestora brasileira de criptoativos que tem sede na Suíça. Segundo o jornal O Globo, a gestora anunciou que recebeu R$ 40 milhões em investimentos.

O investimento foi realizado pela Alameda Research, uma das maiores provedoras de liquidez para exchanges de criptoativos.

Segundo a gestora, o investimento deve ser usado para os planos de expansão da empresa para a América Latina.

Dinheiro promoverá expansão de stablecoins

Essa expansão terá o lançamento de stablecoins baseadas nas moedas nacionais da Argentina e Uruguai. A Transfero Swiss já emite a BRZ, stablecoin lastreada em reais.

A BRZ tem uma das maiores adoções entre stablecoins no país. Segundo a matéria, são 35 milhões de tokens baseados na blockchain Ethereum.

Na semana passada, o BRZ foi listado em uma das maiores exchanges de derivativos do mundo, a BTSE. A stablecoin permite aos investidores criarem uma proteção em reais contra a oscilação dos criptoativos.

No começo do mês, a exchange Paxful anunciou a listagem da stablecoin. Ela também foi listada na FTX, uma das principais exchanges do mundo. Seu volume de negociação chegou a R$ 675 milhões entre julho e agosto de 2020.

Thiago Cesar, CEO da Transfero, explica de que forma a empresa atua para não violar as leis de valores mobiliários no Brasil, explicando que não pode fazer ofertas públicas no país:

“Podemos atuar na compra e venda de criptoativos, que é um mercado não regulado. Não podemos fazer propaganda ou ofertas públicas de produtos de investimento ou oferecer criptomoedas como opção de investimento, para obter ganhos ou renda extra.”

Stablecoins crescem em países emergentes

A estratégia da Transfero Swiss faz sentido no contexto atual. O uso de stablecoins em países emergentes tem aumentado desde 2020, conforme relatou o CriptoFácil.

Segundo a plataforma de investimentos eToro, indivíduos e empresas estão recorrendo cada vez mais a stablecoins para se proteger contra a depreciação da moeda nacional.

Em países como a Venezuela, o crescimento do uso de moedas como USDT tem sido pronunciado. Além da proteção, essas moedas são utilizadas para receber e enviar fundos de e para o exterior.

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