Fintech baseada em blockchain quer ser a B3 dos consórcios

Fintech baseada em blockchain quer ser a B3 dos consórcios

Uma fintech brasileira que utiliza a tecnologia blockchain Corda da R3 quer revolucionar o mercado de consórcios.

Trata-se da empresa Maná Crédito, cuja plataforma será lançada na primeira semana de novembro.

Segundo um dos fundadores da fintech, Felipe Silva, a solução vai atuar nem um segmento bilionário e pretender levar mais liquidez às pessoas.

Foco em inadimplentes

Conforme noticiou a ISTO É Dinheiro na sexta-feira (30), o projeto de Felipe Silva e Gustavo Burgo foi selecionado pelo Lift Lab, o laboratório de inovações financeiras e tecnológicas do Banco Central.

Segundo os fundadores, a transformação no setor de consórcios se dará especialmente pelos inadimplentes. 

Isso porque as regras desse mercado deixam de lado as cotas excluídas, resultado da inadimplência. Dessa forma, o resgate do investimento fica para o fim do plano.

Silva destacou que, muitas vezes, o investidor até esquece que tinha dinheiro em um consórcio. Burgos complementa informando das 15 milhões de cotas existentes, metade estaria excluída:

“Elas representam hoje, em fundo comum, perto de R$ 2,1 bilhões”, disse Burgos.

A empresa explica que uma das principais questões dos consorciados é que mesmo pagando em dia, a pessoa não consegue antecipar o consumo. Tanto por não ter sido sorteada quanto por não ter lance a oferecer. Por isso, muitas vezes, acaba desistindo no meio.

Blockchain como base

A plataforma da Maná utiliza a blockchain Corda da R3 para promover mais segurança e transparência.

Segundo o country manager da R3 no Brasil, Keiji Sakai, a blockchain “garante transparência, imutabilidade e rastreabilidade das transações, comuns às tecnologias blockchain.”

Felipe Silva resume a solução como uma “câmara de liquidação que usa a tecnologia blockchain como base e se torna um grande facilitador para o mercado”.

Burgos conta ainda que eles procuraram o Bacen para mostrar o potencial da solução de “mudar toda uma indústria”.

Com a plataforma, será possível realizar transferência de uma cota em até quatro dias úteis. A título de comparação, essa movimentação hoje leva de 45 a 60 dias:

 “Queremos ser a B3 dos consórcios”, finalizou Burgos.

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