Ex-Banco Central da China diz que Bitcoin é a aplicação mais comercial da blockchain

Ex-Banco Central da China diz que Bitcoin é a aplicação mais comercial da blockchain

Em uma rara discussão pública sobre criptomoedas, a ex-vice-presidente do banco nacional da China, Wu Xiaoling, compartilhou suas opiniões sobre a primeira e maior moeda digital que existe: o Bitcoin. Para Xiaoling, o Bitcoin é “a aplicação comercial de maior sucesso da tecnologia blockchain”.

Atualmente, a ex-vice-presidente do Banco Central da China atua como presidente da Escola de Finanças Wudaokou da Universidade de Tsinghua.

Bitcoin

Na introdução de seu livro recém-lançado “Conversando sobre Blockchain”, a ex-vice-presidente do Banco Popular da China chamou o BTC de “moeda privada”.

Segundo ela, o BTC tem seu próprio valor para o mercado e atende a uma base de usuários específica.

No entanto, como tal, o Bitcoin também é limitado apenas ao campo de criptomoedas privadas, que Wu acredita ser sua maior desvantagem.

Assim, segundo ela, a existência do Bitcoin não pode andar de mãos dadas com a existência de um estado soberano. Já que “as propriedades do BTC significam que ele nunca poderia substituir a moeda fiduciária emitida pelo estado”, afirmou.

Bitcoin moeda privada

Mesmo quando se concentra apenas no domínio do que Wu chama de “criptomoedas privadas”, o Bitcoin ainda é extremamente defeituoso. Para ela, para que o ativo seja usado na mesma proporção que uma moeda é usada, ele precisa ter um valor estável.

Desta forma, o Bitcoin, de acordo com Wu, não se encaixa nesse critério, pois seu preço é extremamente volátil e propenso a flutuações.

“O Bitcoin, mesmo como moeda privada, tem fraquezas fatais”, escreveu ela.

Ela alegou que essa não é apenas sua opinião. Isso porque, nesta ano, os reguladores financeiros na maioria dos países concordam, quase por unanimidade, com o fato de que o BTC não é uma moeda.

Em vez disso, a maior criptomoeda do mundo é tratada como um ativo digital, sem propriedades específicas da moeda.

CBDC

Isso não quer dizer que as criptomoedas emitidas pelo governo não apresentem seus próprios conjuntos de problemas.

Sendo assim, nesta linha, Wu apontou que, para que um país digitalize sua moeda nacional ou emita uma nova moeda digital paralela é necessário que haja uma clara necessidade de tal empreendimento.

“Seja a velocidade e a eficiência das transações ou dos investimentos em larga escala, a existência de moedas digitais emitidas pelo banco central deve ser necessária”, declarou.

Assim, Wu, pediu que a China e seus órgãos reguladores obtenham um entendimento “prudente e objetivo” do que são criptomoedas e como elas funcionam. Pois ela acredita que é a única maneira de que possam ser perfeitamente integradas à sociedade no futuro.

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