Dono de pirâmide envolvido em assassinato é condenado a pagar quase R$ 140 mil

Dono de pirâmide envolvido em assassinato é condenado a pagar quase R$ 140 mil

Um dos envolvidos no assassinato de um advogado e sócio de uma suposta pirâmide foi condenado nesta terça-feira (13) a pagar quase R$ 140 mil a um investidor lesado.

Trata-se de Edgar Acioli Amador, ele é apontado como um dos sócios da Valour Invest, um esquema que teria lesado diversos investidores em São Paulo.

Assassinado em posto de gasolina

Amador é acusado de intermediar o pagamento dos assassinos do advogado Francisco Assis Henrique Neto Rocha, segundo as investigações policiais.

O crime ocorreu em junho de 2019, em um posto de gasolina em São Paulo, a mando de Danilo Afonso Pechin. O assassinato foi motivado por uma dívida de R$ 2,5 milhões que um parceiro de Pechin tinha com o advogado.

A execução a tiros teria custado R$ 500 mil conforme apurou a polícia e Amador foi o responsável pelo pagamento.

Tanto Amador quanto Pechin foram presos temporariamente em agosto de 2019. Mas, em fevereiro deste ano, foram soltos e ainda não foram a julgamento.

Sobre a condenação

No processo em questão contra a suposta pirâmide liderada por Amador, a vítima alegou que firmou um contrato com a Valour Invest para negociação de criptoativos em agosto de 2018.

Assim, o autor da ação afirma ter comprado R$ 49.750 em Bitcoin junto a empresa. A promessa era de um retorno de 10% a 15% sobre o valor aplicado.

Entretanto, o investidor explicou que ao tentar sacar seus ativos não obteve êxito. A empresa alegou que estava passando por dificuldades e, por isso, os recursos não poderiam ser transferidos.

Dessa forma, o cliente entrou com uma ação para receber o pagamento total de R$ 139,165,59. O valor é referente ao montante investido somado a R$ 89.415,60 de rendimentos.

O que disse a Valour Invest

A Valour Invest, por sua vez, relatou à Justiça que “teve valores bloqueados pela BITInex (sic), que o sócio conseguiu reunião em Hong Kong para efetuar a liberação de valores, que propôs ao autor um acordo para pagamento de valores em 12 meses”. 

No entanto, a juíza da 8ª Vara Cível de SP, Cláudia Longobardi Campana, decidiu a favor do autor do processo.

Dessa forma, condenando Amador ao pagamento dos quase R$ 140 mil com acréscimo de correção monetária.

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