Como comprar criptomoedas? Aprenda tudo que você precisa com esse guia

Como comprar criptomoedas? Aprenda tudo que você precisa com esse guia

Como comprar criptomoedas é uma dúvida que cresce a cada dia. Isso porque, nos últimos anos, o mercado de criptomoedas cresceu bastante no Brasil e no mundo. Cada vez mais investidores buscam aplicar dinheiro e obter bons retornos. No entanto, ainda existem muitas pessoas que não sabem como adquirir criptomoedas de forma segura no Brasil.

O processo é bastante simples, porém merece uma atenção especial. Este guia tem como objetivo auxiliar você a resolver esse problema. Aqui vamos informar as formas de comprar criptomoedas, quais exchanges escolher e as formas de pagamento que podem ser utilizadas.

Comprar e vender criptomoedas

Antes de começar, vamos analisar a legislação brasileira sobre criptomoedas como comprar. A compra delas não é proibida no Brasil. Por isso, a atividade exercida pelas empresas não possui limitações legais. Porém, nem todos os países do mundo possuem essa abertura; muitos restringem as negociações ou até mesmo proíbem o Bitcoin.

Atualmente, são 129 os países onde a compra de Bitcoin não é proibida (países em verde). Na América do Sul, apenas a Bolívia estabelece alguma proibição (vermelho) para este mercado. Já os países em amarelo estabelecem alguma restrição, mas não proíbem totalmente. Os dados podem ser conferidos no site coin.dance.

Bitcoin/BTC
Bitcoin/BTC

Brasil

O escopo da regulamentação – incluindo quem deve regular a atividade – não está definido no Brasil. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM ainda não estipulou regras, tampouco o Banco Central (Bacen). O processo ainda segue em andamento, mas atualmente existem três projetos de lei que tratam sobre o tema:

  • PL 2303/2015: de autoria do deputado Áureo Ribeiro (SD/RJ), o projeto foi o primeiro a tratar sobre regulamentação de criptoativos. O PL “dispõe sobre a inclusão das moedas virtuais e programas de milhagem aéreas na definição de ‘arranjos de pagamento’. Ambos são colocados sob supervisão do Bacen;
  • PL 3825/2019: este PL foi proposto pelo senador Flávio Arns (REDE/PR). Trata-se de uma lei mais ampla do que a anterior e trata exclusivamente de criptoativos. Além da regulamentação, o PL estabelece diretrizes para o mercados, regras de combate à crimes e também sobre como as corretoras de criptomoedas são licenciadas;
  • PL 4207/2020: o terceiro e mais recente PL sobre criptomoedas. O principal ponto é a atribuição de competências fiscalizatórias e regulatórias à órgãos como Receita Federal, ao Bacen, CVM e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). O PL também classifica crimes contra o Sistema Financeiro, inclusive os de pirâmide financeira.

Portugal

De acordo com o Banco de Portugal (BdP), a emissão e comércio de criptomoedas não são regulados no país. Também não há qualquer supervisão do BdP ou da Comissão Nacional de Valores Mobiliários (CNMV). Além disso, elas não possuem curso legal no país, visto que não são classificadas como moeda corrente.

Contudo, o uso e comercialização delas também não é proibido. Por isso o mercado encontra-se num limbo jurídico, assim como no Brasil. Exchanges e serviços de custódia têm liberdade para atuar sem sofrer a interferência dos reguladores. Porém, essas empresas precisam seguir certas regras, como realizar identificação de clientes (KYC) e manter documentos a respeito das operações.

Onde e como comprar criptomoedas?

Para comprar criptomoedas existem pelo menos três opções principais. A primeira delas é através da compra direta (P2P). Essa transação envolve duas pessoas, uma compradora e outra vendedora. O vendedor define o preço ao qual está vendendo, cabendo ao comprador aceitar a oferta ou não. 

Uma segunda forma de obter criptomoedas não envolve a compra, mas sim a mineração de criptomoedas. A mineração de criptomoedas é o processo através do qual novos blocos de Bitcoin são criados e, consequentemente, novos Bitcoins são emitidos. Existem várias formas de como minerar criptomoedas, as quais veremos mais a fundo em um tutorial específico.

Exchanges de criptomoedas

A terceira forma de comprar criptomoedas é através da compra em exchanges de criptomoedas. Exchanges (ou corretoras) são empresas que intermediam a compra e venda de criptomoedas entre pessoas. A operação funciona de forma semelhante ao mercado P2P, mas aqui o volume de clientes atendidos ao mesmo tempo é maior.

Para começar a operar em uma exchange, o processo é simples. No Brasil, normalmente basta você fazer um cadastro com seu e-mail e dados pessoais. Em seu cadastro, você criará uma senha de acesso para conseguir operar na sua conta na exchange. O processo costuma ser rápido e a conta estará aberta em poucos minutos.

Porém, esse é apenas o primeiro passo. As exchanges também costumam exigir a cópia de alguma documentação (normalmente o RG) para confirmar sua identidade. Esse processo é chamado de verificação de cliente (KYC). Adicionalmente, ela poderá pedir alguns dados, como comprovante de renda, para liberar limites maiores de transação.

Outro mecanismo de segurança que as exchanges possuem é a autenticação de dois fatores (2FA). A 2FA é uma camada de proteção que faz com que, além da sua senha padrão, seja necessária uma segunda senha para acessar a conta. Essa senha é gerada aleatoriamente em aplicativos – os mais famosos são o Authy e o Google Authenticator – ou em dispositivos físicos.

A ativação do 2FA é de responsabilidade do usuário. Algumas exchanges não exigem a ativação, enquanto em outras ele é obrigatório; poucas exchanges não possuem 2FA. Prefira utilizar exchanges que possuem o 2FA e sempre deixe ativo, pois seu uso pode prevenir ataques e roubos à sua conta.

Lista de corretoras de criptomoedas

Embora o mercado seja bastante novo, a lista de corretoras de criptomoedas tem crescido em ritmo acelerado. Hoje já são dezenas de empresas que oferecem esse serviço e cada uma delas possui suas particularidades. Por isso, é preciso ficar atento na hora de escolher a melhor plataforma. 

A escolha de uma corretora vai depender muito do perfil pessoal. Por exemplo, existem corretoras que oferecem aplicativos para celular. Outras possuem taxas menores. Algumas ajudam o usuário a compilar suas transações para a declaração de imposto de renda, e assim por diante. 

Além disso, a concorrência é global, pois você pode negociar em corretoras estrangeiras. Uma vantagem das corretoras de fora é o maior volume de negociação. Com isso, você pode negociar quantidades maiores com mais liquidez e agilidade. 

De modo geral, procure saber a opinião de outros usuários sobre aquela corretora. Veja o que eles falam sobre segurança, usabilidade, taxas cobradas e outros aspectos. Por meio de plataformas como o Reclame Aqui, você pode digitar o nome da exchange e verificar a “reputação” dela no mercado. Grupos especializados em criptomoedas são outra boa fonte.

Existem algumas corretoras que são bastante conhecidas no mercado brasileiro. Você pode conferir uma lista delas no site ValorBitcoin. A ferramenta classifica as corretoras por preço, volume, ágio e outros critérios, além de oferecer relatórios sobre o mercado. Entre as principais exchanges, cabe mencionar algumas:

Como comprar criptomoedas? As melhores formas de pagamento

Após conhecer as exchanges e abrir sua conta em uma, chegou a hora de realizar a compra em si. Para isso, as formas de pagamento ainda são limitadas. A maioria das exchanges trabalha com dinheiro, o que significa que você deve depositar fundos na sua conta antes de operar.

Para isso, a exchange disponibiliza contas bancárias aos seus clientes. Você deve enviar seu dinheiro para essa conta. Feito isso, os recursos entrarão na sua conta, e aí você poderá comprar as criptomoedas. Esse processo pode levar alguns minutos ou até 24 horas, dependendo do banco que for utilizado.

O ideal é que você procure uma exchange que tenha conta bancária no mesmo banco em que você. Com isso, você consegue reduzir uma série de custos, como a cobrança de TED. Além disso, as transferências entre contas do mesmo banco são mais rápidas do que entre bancos diferentes, o que facilita a realização das operações.

Por fim, muitas empresas possibilitam a compra de Bitcoin com cartões de crédito/débito ou boleto bancário. Ainda existem plataformas que permitem o uso de serviços como o PayPal. Aliás, o próprio PayPal planeja lançar um serviço para compra de Bitcoin em breve.

Comprar criptomoedas com cartão de crédito e débito

Atualmente, existem várias exchanges que permitem comprar criptomoedas com cartão de crédito e débito. O uso dessa ferramenta traz uma série de praticidades e permite até adquirir quantidades maiores. No entanto, é preciso ficar atento às taxas, que podem ser mais altas do que outros meios de pagamento.

Além disso, existem outras limitações. No Brasil, praticamente não existem exchanges que aceitam cartão de crédito como pagamento. Por causa do alto índice de fraudes e pedidos de estorno (chargeback), muitas empresas acabaram por eliminar essa opção. Geralmente, a compra por cartão é permitida em exchanges internacionais, como Binance e Coinbase. Mas algumas podem colocar restrições a cartões emitidos no Brasil.

De modo geral, as exchanges costumam listar as formas de pagamento em suas plataformas. Assim, você pode escolher a sua forma favorita. Então basta conectar seu cartão de crédito ou conta do PayPal para efetuar a operação. A imagem abaixo mostra um exemplo de como fazer essa compra na exchange Coinbase.

Transferência bancária

A transferência bancária é a principal forma de pagamento para a compra de criptomoedas. Ela é utilizada por praticamente todas as exchanges, como vimos no tópico de melhores formas de pagamento. Além disso, ela costuma ser utilizada também em vendas diretas (P2P).

Para realizar um pagamento via transferência bancária, o processo é simples. Caso você esteja comprando Bitcoin, o vendedor P2P informa o preço que ele pede. Se você concordar, ele passará os dados da conta na qual você deve fazer o depósito. Caso você esteja vendendo Bitcoin, então você quem deve informar seus dados bancários ao comprador.

Normalmente, os vendedores P2P possuem um procedimento de segurança nas transações. No caso de compra de criptomoedas, eles esperam o dinheiro entrar na conta antes de enviar as criptomoedas. Já no caso da venda, eles esperam o cliente enviar os Bitcoins antes de mandar o dinheiro. 

Comprar criptomoedas PayPal

A compra de criptomoedas pelo PayPal funciona de forma similar à compra com cartão de crédito. Afinal, o PayPal geralmente está conectada com um cartão ou conta bancária, funcionando como um intermediário entre a exchange e a conta/cartão. As exchanges costumam oferecer um campo para conectar a sua conta no PayPal, permitindo a transação.

Tanto na compra com Bitcoin quanto na compra com cartão, as empresas costumam fazer uma verificação de informações. Por isso, esses meios de pagamento geralmente estão disponíveis apenas para contas verificadas pelo processo de KYC. Isso ocorre porque tanto o PayPal quanto os cartões de crédito podem sofrer restrições de uso para criptomoedas

Melhores carteiras de criptomoedas

Após adquirir suas criptomoedas, é hora de escolher o melhor local para armazená-las. Muitas pessoas preferem deixar nas exchanges, por causa da praticidade e de uma suposta segurança. No entanto, esta não é a melhor opção. Caso uma exchange seja vítima de um ataque hacker, você poderá ficar sem suas criptomoedas para sempre.

Por isso, a forma realmente segura de guardar suas criptomoedas é fazer isso em uma carteira. Assim, apenas você terá acesso ao seu dinheiro e não correrá risco de sofrer perdas com hackers. Apesar de não existir uma “melhor carteira” no geral, temos muitas opções de escolha no mercado. As melhores wallets de criptomoedas se dividem em três tipos:

  • Carteiras online (hot wallets): são aplicativos que funcionam conectados com a internet. Elas são muito práticas para o uso do Bitcoin como moeda no dia-a-dia, pois possibilitam o gasto rápido. Porém, as senhas ficam em contato constante com a internet, por isso não são tão seguras para deixá-los guardados por muito tempo;
  • Carteiras de papel (paper wallets): essas carteiras podem armazenar seus Bitcoin literalmente em um pedaço de papel, onde ficam anotadas as senhas. Elas também não possuem conexão com a internet, o que as torna o mais seguro entre os tipos de carteira. Elas são indicadas apenas para guardar seus Bitcoins em segurança, pois não são práticas para uso diário;
  • Carteiras de hardware: são dispositivos físicos específicos para uso de criptomoedas. Essas carteiras armazenam as chaves privadas dentro do dispositivo, o qual não entra em contato com a internet, o que as tornam muito seguras. Podem ser usadas para enviar e receber Bitcoins sem riscos.

Como dica, dê preferência a uma carteira que seja prática para uso. Ao mesmo tempo, ela precisa ser segura o bastante para não lhe expor ao risco de perda. Essa carteira precisa ter uma senha que esteja apenas sob seu controle. Assim, estranhos e invasores terão mais dificuldade de roubar suas criptomoedas.

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