Coinbase, Gemini e Poloniex podem começar a noticiar transações ao governo

Coinbase, Gemini e Poloniex podem começar a noticiar transações ao governo

Algumas das principais exchanges do mundo situadas nos Estados Unidos, como Coinbase, Gemini e Poloniex, podem ter que reportar 100% das transações para o governo.

Assim, da mesma forma como ocorre no Brasil, com a IN 1888, as empresas podem ter que cumprir determinações dos reguladores nacionais.

Isso porque o chamado Grupo dos Sete (G7), formado pela Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido, anunciou que tem como alvo as exchanges de Bitcoin e criptomoedas.

Nesse sentido, o objetivo do G7 é aplicar padrões alinhados aos do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI). Dessa forma, a medida visa minimizar os ataques cibernéticos de ransomware.

VASPs precisam de diretrizes

A organização enfatizou que os provedores de serviços de ativos virtuais (VASPs), como bolsas, serviços de custódia e gerenciamento de criptomoedas, devem implementar diretrizes para restringir crimes de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

“O G7 observa a importância de os provedores de serviços de ativos virtuais terem programas eficazes em linha com os padrões do GAFI e as obrigações nacionais. Em particular, a necessidade de troca de informações sobre quem envia [fundos] e os beneficiários das transferências virtuais de ativos”, destacou o G7 em comunicado divulgado na terça-feira (13).

Portanto, fica claro que a intenção do grupo é padronizar na criptoesfera as chamadas “regras de viagem”. Essas diretrizes são aplicadas atualmente no sistema financeiro tradicional.

Desse modo, as exchanges devem identificar quem participa das transações para determinar se são suspeitas e comunicá-las às autoridades.

Além disso, as exchanges também devem monitorar a disponibilidade de informações, congelar as transações e proibi-las em determinados casos. É o que determina a “regra de viagem”.

O grupo expressou preocupação com o aumento de ransomware que ocorreu nos últimos anos. No entanto, a causa principal de preocupação é o fato de os criminosos exigirem pagamentos em criptomoedas.

“[Essa] é uma preocupação particular do G7 e amplia a necessidade de todos os países aplicarem os padrões da GAFI em ativos virtuais e provedores de serviços de ativos virtuais”, acrescenta o documento.

Ataques de ransomware

Segundo um relatório da seguradora Coalition, 40% dos sinistros de ciberseguro são por ataques de ransomware. O crime cresceu 47% no segundo trimestre de 2020.

Em um ataque de ransomware um hacker consegue controlar remotamente o equipamento do computador.

Assim, uma vez que os sistemas estão sob controle, o criminoso criptografa as informações encontradas. Em seguida, exige o pagamento de um resgate, geralmente em criptomoedas, para sua decodificação.

Recentemente, o Departamento do Tesouro dos EUA alertou que empresas que pagarem esse regaste podem ser multadas. Isso porque estariam encorajando futuros ataques.

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