Chefe da Cardano compara Fed com esquema de pirâmide financeira

Chefe da Cardano compara Fed com esquema de pirâmide financeira

A comunidade de criptomoedas no Twitter reagiu com horror às notícias de que o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) recebeu um mandato para imprimir o dinheiro que fosse necessário para evitar uma crise financeira mais profunda devido à pandemia de coronavírus. Na prática, uma impressão maciça e infinita de dólares para salvar os mercados.

Charles Hoskinson, CEO da desenvolvedora de Cardano IOHK chegou a escrever uma mensagem na segunda-feiram 23 de março que estava “recebendo uma verdadeira vibração do OneCoin”, do dólar americano, referindo-se ao suposto esquema de pirâmide OneCoin e comparando-o com a emissão de dólares do Fed.

Em uma entrevista ao programa 60 minutos da CBS, o presidente do Federal Reserve Bank de Minneapolis, Neel Kashkari, referiu que “há uma quantidade infinita de dinheiro no Federal Reserve”. “Isso foi literalmente o que o Congresso nos disse para fazer. Essa é a autoridade que eles nos deram: imprimir dinheiro e fornecer liquidez ao sistema financeiro”, esclareceu.

Seria o Fed um esquema de pirâmide?

A ideia do Fed receber o aval para imprimir uma quantidade infinita de dinheiro novo provocou a comparação de Hoskinson com a OneCoin. A suposta pirâmide foi responsável pela captação de pelo menos US$4 bilhões de investidores nos EUA. O golpe se deu com a emissão de um token que, logo depois, foi descoberto que não tinha qualquer valor subjacente.

Embora seja uma comparação forçada para muitas pessoas, existe um certo sentido. Assim como a OneCoin, o atual dólar emitido pelo Fed não possui qualquer lastro real em um ativo subjacente (como o ouro) ou em alguma tecnologia (como a criptografia). A emissão de novos dólares – bem como o seu valor – dependem da confiança na política financeira do Fed e do governo norte-americano, assim como a OneCoin dependia da confiança na durabilidade do esquema.

Além disso, a emissão de moeda gera o que se chama de efeito Cantillon, chamado assim em homenagem ao economista francês Richard Cantillon (1680-1734). Em resumo, esse efeito afirma que, ao emitir dinheiro, o governo faz com que os primeiros destinatários da nova moeda gozam de padrões de vida mais altos à custa dos indivíduos posteriores, que recebem um dinheiro já desvalorizado pelos efeitos da inflação. Algo muito similar aos esquemas de pirâmide, que tendem a enriquecer quem está no topo e entrou no esquema antes e gerando perdas a quem entrou mais tarde.

Ou seja, realmente existem mais semelhanças entre a atuação do Fed e os esquemas de pirâmide do que poderíamos supor.

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