Blockchain da IBM passa a permitir criação de contratos inteligentes

Blockchain da IBM passa a permitir criação de contratos inteligentes

A IBM anunciou mudanças em sua plataforma de blockchain. A empresa afirmou que a plataforma terá suporte para mudanças de segurança e usabilidade da Hyperledger Fabric 2.0

Em um texto publicado em 06 de maio, a IBM disse que as melhorias abarcam o desempenho e a privacidade dos dados. Adicionalmente, a atualização trará mudanças na governança de contratos inteligente feitos na plataforma.

“A IBM suportará o Hyperledger Fabric 2.0 e continuará com recursos adicionais ao novo gerenciamento descentralizado dos contratos inteligentes e outras melhorias. Além disso, a plataforma permitirá ao usuário escolher qual versão do Fabric implementar e migrar de uma versão para outra”, afirmou a empresa.

Mudanças em relação ao Hyperledger 1.0

No Hyperledger Fabric 1.0 – versão atual da blockchain da IBM – a governança inteligente de contratos é amplamente centralizada. A capacidade de propor novos parâmetros é reservada para uma única entidade. Em contrapartida, as outras partes podem apenas aceitá-los como são ou recusá-los completamente e se retirar da transação em andamento.

Embora ainda possa existir uma entidade central no controle, a declaração da IBM já mostra um princípio de descentralização. A atualização foi realizada pela Linux Foundation, entidade marcada pela sua defesa de software livre e descentralização.

Um documento emitido pela Linux Foundation diz que o Hyperledger Fabric 2.0 adiciona justamente esse modelo descentralizado. Através dele, várias partes podem propor e alterar parâmetros antes de se tornarem ativos no canal de transações.

Outra mudança é na proposição dos parâmetros. No Fabric 1.0, a parte proponente pode simplesmente ativar os novos parâmetros por capricho. Mas na nova versão, um quorum de outras partes da transação precisa aprovar explicitamente a atualização com antecedência.

Atualmente, a empresa tem se dedicado ao uso da blockchain no combate à pandemia de Covid-19. No final de março, a IBM se uniu à Organização Mundial de Saúde (OMS) e a outras empresas para criar uma base de dados do coronavírus responsável pela doença.

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