Venda de veículo por Bitcoin vira caso de polícia na Bahia

Venda de veículo por Bitcoin vira caso de polícia na Bahia

De acordo com uma publicação do Diário de Justiça da Bahia, a venda de um veículo por Bitcoin deu errado.

Segundo os autos do processo em curso na Comarca de Salvador/BA, o vendedor do veículo tentou aplicar um golpe.

O homem teria apontado que o veículo foi roubado pelo comprador, que apresentou documentos para comprovar que o veículo foi realmente adquirido legalmente.

Caso complexo envolvendo Bitcoin

O processo foi impetrado pelo vendedor do veículo, uma Land Rover Freelander 2, contra o delegado da Polícia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos.

O autor do processo defende que o veículo foi roubado no centro de Feira de Santana, na Bahia.

Ele conta que estava negociando a venda presencialmente e, após ir ao banheiro, o homem enviado pelo comprador fugiu com o veículo.

Contudo, a autoridade policial apresentou documentos que apontam o contrário. Mais precisamente, o documento do veículo está em nome do comprador.

Ademais, mensagens via WhatsApp apontam que a venda foi feita com Bitcoin.

Desta forma, o atual estado dos autos aponta para uma falsa denúncia por parte do vendedor.

Resta aguardar a terceira via do documento do veículo, que o vendedor afirma estar em seu nome.

Embora o caso ainda não tenha sido julgado, o juiz destacou que as provas apresentadas pelo vendedor são duvidosas.

Veículo vendido com problemas

A autoridade policial defende ainda que a denúncia feita pelo vendedor tem objetivo de abafar problemas na venda.

Conforme documentado pela polícia, o veículo foi vendido com alguns defeitos. Ao descobrir, o comprador teria ficado insatisfeito com o negócio.

A denúncia, então, é tida pela autoridade policial como forma de retaliação.

Tendo em vista a peculiaridade do caso, o Ministério Público se manifestou contrariamente ao pedido do comprador.

O pedido do comprador consiste em mandado de segurança sobre o delegado. O comprador defende que a autoridade policial foi “parcial”.

O caso ainda carece de conclusão, exigindo o magistrado que sejam apresentadas mais provas por ambos os lados.

Assim sendo, o mandado de segurança foi negado, embora o caso continue correndo.

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