Supostas pirâmides financeiras na mira da Justiça e da CVM

Uma decisão publicada recentemente pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo condenou a suposta pirâmide financeira Imperium Trade a restituir cerca de R$800 mil a um cliente da empresa que teve dificuldades em recuperar o valor investido. A Imperium oferecia altos rendimentos em Bitcoin e criptomoedas que chegavam até 400%, no entanto, a empresa nunca teve autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no Brasil.

“Diante do exposto e pelo que mais consta dos autos, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO para DECLARAR rescindido os contratos de prestação de serviços e intermediação para compra e venda de ativos digitais e outras avenças realizados entre as partes, em consequência para CONDENAR a requerida a proceder a restituição dos valores custodiados pela empresa ré, por ocasião da ação, com valores a serem apurados em liquidação de sentença”, diz a decisão.

Já em outro caso, a suposta pirâmide financeira YouXWallet, que recentemente fez uma ação social na Rocinha, começou a atrasar os saque de seus clientes, da mesma forma que outras supostas pirâmides como Investimento Bitcoin e Unick Forex. A empresa alega que há um “problema na blockchain” e por isso os saques não são efetivados.

“Contratei dois pacotes com essa empresa, já fazem mais de 20 dias que fiz os saques, eles deram o prazo de cinco dias úteis. Já está com mais de 10 dias úteis e até agora não recebi nada. Já fiz várias reclamações e me respondem com e-mails automáticos mas não resolvem o problema”, diz um investidor de São Paulo.

A YouXWallet também não possui autorização da CVM para atuar oferecendo investimentos e, por conta disso, tem suas atividades investigadas pela autarquia. A CVM por sua vez declarou que caso encontre irregularidades, se pronunciará em seu portal oficial.

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