SEC processa plataforma de entretenimento adulto por fraude em ICO

A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) acusou Jonathan Lucas de 27 anos, CEO da Fantasy Market, plataforma de entretenimento on-line para adultos, pela execução de um esquema fraudulento de oferta inicial de moeda (ICO, na sigla em inglês).

De acordo com o processo da SEC, revelado pela Coindesk nesta terça-feira, 24 de setembro, a empresa alegou que os investidores poderiam comprar seu token e usá-lo para determinadas ações e serviços de conteúdo adulto ao vivo que eram fornecidos na plataforma.

“A Fantasy Market é uma plataforma de performances digitais ao vivo controladas pelo cliente. Com o uso de nossos tokens, você controla o que os artistas dizem e fazem durante o show”, afirmou a empresa em seu perfil do LinkedIn.

A SEC apurou que, com exceção do CEO, todos os membros da equipe da empresa são fictícios. Na denúncia, também listou muitas declarações falsas feitas pela empresa com o objetivo de promover sua ICO.

No auge da euforia

A ICO da Fantasy Market ocorreu de 03 de setembro a 16 de outubro de 2017, no auge da euforia das ICOs. De acordo com seu whitepaper, o objetivo da oferta era arrecadar US$25 milhões disponibilizando 125 milhões de tokens FMT à venda. Cada token foi precificado a US$0,20 na ICO.

No período de seis semanas, a Fantasy Market levantou cerca de US$63.000 em criptomoedas de mais de 100 investidores em sua oferta fraudulenta, classificada como uma venda de títulos digitais não registrados. De fato, Lucas afirmou que a oferta teria levantado US$2 milhões.

A SEC disse que Lucas promoveu a venda de FMTs através possíveis investidores falsos. Ele dizia aos investidores que houve uma pré-venda privada para investidores credenciados, mas tal venda nunca aconteceu. O CEO também disse que o token seria listado nas principais exchanges e a empresa havia verificado que seus investidores eram credenciados – nenhuma das afirmações era verdadeira.

A empresa fez mais uma declaração falsa quando afirmou que todas suas transações eram protegidas porque os usuários só podiam comprar o token com Bitcoin ou Litecoin na blockchain ERC-20, o que não era o caso. De fato, nenhum token foi emitido e o contrato no Ethereum nunca existiu. O dinheiro arrecadado foi destinado ao marketing e não à construção do produto.

O registro na SEC foi acompanhado por uma sentença de consentimento, indicando que o réu aceitou a decisão contra ele. Recentemente, a SEC tem conduzido investigações contra empresas que teriam lançado ICOs fraudulentas em 2017. O mais recente caso foi o da startup de pagamentos Kik.

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