Quadrilha que roubou R$ 35 milhões e comprou Bitcoins é alvo do Ministério Público

Quadrilha que roubou R$ 35 milhões e comprou Bitcoins é alvo do Ministério Público

Na manhã desta quinta-feira, dia 25 de junho, o Ministério Público deflagrou a Operação Criptoshow. A ação investiga um grupo de criminosos que teria desviado R$ 35 milhões da Gerdau e da Bolsa de Valores e lavado parte do dinheiro comprando Bitcoins.

De acordo com o portal de notícias da UOL, os criminosos teriam burlado o esquema de segurança digital do Banco Santander para praticar o crime. A empresa, a Bolsa e o banco envolvidos são vítimas no caso.

Ao todo, a operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão na Região Metropolitana de Porto Alegre. Entre os investigados está o ex-jogador de futebol Anderson Abreu, conhecido como Andershow. Quem informou sobre o suposto envolvimento de Anderson foi o repórter da Rádio Guaíba, Cristiano Silva.

A assessoria de comunicação do MP foi contatada pelo portal de notícias Resistência Colorada, mas não confirmou as informações. No entanto, circula na rede uma imagem da suposta operação na casa de Anderson. MP também não confirma a imagem.

imagem da suposta operação na casa de Anderson

Entenda o caso

O primeiro desvio de R$ 30 milhões da Gerdau ocorreu em meados de abril deste ano. Na ocasião, os criminosos enviaram o dinheiro roubado para seis empresas espalhadas pelo Brasil através de 11 transações eletrônicas.

Segundo a investigação, os criminosos acessaram sua conta bancária normalmente no Santander, via internet banking. Depois, programaram as 11 transferências para seis contas de pessoas jurídicas. 

Ao final da operação, o grupo manipulou a codificação do canal e, com isso, conseguiu indicar outra conta que não a inicial para débito. Assim, efetuando o desvio de R$ 30 milhões. Segundo a UOL, o desvio de dinheiro foi feito por uma sofisticada técnica realizada por outra empresa, com sede em Cachoeirinha, correntista do Santander

“Seria como se uma conta bancária corporativa tivesse invadido outra conta similar para emitir ordem de débito ao banco em favor de terceiros”, detalhou o promotor de justiça Flávio Duarte.

Lavagem com Bitcoin

Em paralelo às investigações do MP, o Santander, que arcou com o prejuízo da Gerdau, buscou apurar o caso. Assim, a instituição apurou que mais de R$ 18,8 milhões foram enviados a uma exchange para a compra de Bitcoin.

“Esse cenário beira a clandestinidade e assim se caracteriza como um ambiente propício para a lavagem de capitais”, afirmou o promotor de justiça Flávio Duarte.

Segundo furto

Durante as investigações, foi revelada uma nova operação de lavagem de capitais por parte da empresa. Assim, o grupo teria comprado, no mesmo esquema de desvio e envio do dinheiro para exchange, R$ 5 milhões em Bitcoin. Dessa vez, o montante pertencia a uma correntista responsável pela bolsa de valores.

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