O que é Ethereum? Guia para iniciantes

Quando o Bitcoin surgiu no início de 2009, muitas pessoas ficaram deslumbradas com a revolução criada por Satoshi Nakamoto. Ao mesmo tempo, outras pessoas perceberam que a primeira criptomoeda funcional da história possuía algumas limitações. E, por conta disso, começou a corrida pela criação de uma criptomoeda com mais funções – o que resultou no projeto Ethereum. Confira um pouco mais sobre a segunda principal criptomoeda em valor de mercado.

História

O Bitcoin surgiu com o objetivo de servir como um sistema descentralizado para transferência de valores. Por conta disso, sua rede cumpre com maestria esse objetivo, mas peca por ser muito limitada em outras funções. Em 2013, um jovem programador russo-canadense chamado Vitalik Buterin identificou estas limitações no Bitcoin e em suas sidechains (cadeias paralelas que têm como objetivo auxiliar a blockchain do Bitcoin a executar mais funções).

Com isso, Buterin imaginou uma blockchain que fosse capaz de não apenas efetuar transações, mas também de programar vários aplicativos descentralizados, criar e executar contratos inteligentes e fazer transações da criptomoeda Ether e também de outros tokens. Ainda em 2013, Buterin resolveu criar este conceito e divulgou o whitepaper do Ethereum, uma criptomoeda que seria lançada em 2015 por meio de uma oferta inicial de moeda (ICO, na sigla em inglês) – uma das primeiras da história.

Desde então, a plataforma vem ganhando cada vez mais adoção entre pesquisadores, empreendedores e programadores que desejam criar soluções reais utilizando a blockchain e a tecnologia do Ethereum. Com isso, o Ether (ETH), token que alimenta sua blockchain, se transformou no segundo maior criptoativo em valor de mercado, atrás apenas do Bitcoin.

Características

Se o propósito do Bitcoin é ser utilizado com um meio de transferir valores, o Ethereum, por sua vez, busca ser uma plataforma que permite a programação de aplicações descentralizadas (chamadas DApps) e contratos inteligentes. O Ether é o ativo utilizado na rede (blockchain) Ethereum e serve como uma moeda para comprar poder computacional no “computador mundial” que é o Ethereum.

Ao adquirir esse poder computacional, pessoas, empresas e quaisquer outras organizações podem lançar seus próprios tokens na blockchain Ethereum. Esses tokens podem ser utilizados de diversas maneiras: representar algum bem ou serviço, “digitalizar” ativos reais ou financeiros, criar tokens que representam uma moeda fiduciária (dólar, euro, real, etc) e para captar recursos de investidores e desenvolver um projeto (ICO).

Ether

O Ether (ETH) é o token, criptoativo ou criptomoeda utilizado na blockchain do Ethereum e serve para fazer o pagamento das operações realizadas. O Ether, assim como outras criptomoedas, não é criado nem controlado por um Banco Central. O controle é feito pela rede de usuários da própria blockchain.

O ETH é necessário não apenas em transações, mas também para desenvolver todo e qualquer projeto na rede. Caso uma empresa deseje criar uma ICO para vender seus tokens no mercado, a captação de recursos deverá ser feita em ETH.

Assim como o Bitcoin, o Ethereum também cobra taxas de transação pelo uso de sua rede. As transações no Ethereum são calculadas em “gas”, uma unidade de medida para estabelecer o preço das taxas pela quantidade de poder computacional necessário para executar uma ação. O pagamento desse “gas” é feito em ETH.

Para que um usuário consiga ETH é possível receber doações de outros utilizadores, trocar por outras criptomoedas ou cunhar novas unidades através da mineração.

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