Mark Zuckerberg se recusa a definir data de lançamento da Libra

Falando em uma entrevista ao Nikkei nesta quinta-feira, 26 de setembro, o CEO do Facebook Mark Zuckerberg foi questionado sobre a data prevista para o lançamento da stablecoin Libra e ele se recusou a definir uma data, previamente planejada para 2020.

Desde o lançamento do whitepaper da Libra em junho deste ano, os reguladores em todo o mundo têm sido efusivos em suas objeções ao projeto, dizendo que ele representa não apenas um risco para a estabilidade financeira, além de poder ser usado em crimes financeiros, como também uma ameaça às moedas soberanas. Notavelmente, os legisladores nos EUA e na França pediram a suspensão do projeto.

O projeto Libra parecia estar cumprido sua meta para 2020, com o diretor-gerente e o COO da Associação Libra Bertrand Perez dizendo em meados de setembro que:

“Estamos mantendo firmemente nosso cronograma de lançamento, entre no final do segundo semestre do ano de 2020.”

Zuckerberg também disse que o Facebook está adotando uma abordagem mais cautelosa ao apresentar projetos como a Libra, que são “muito sensíveis à sociedade”, permitindo um período de consulta e “trabalhando para analisar eventuais distúrbios”.

“Essa é uma abordagem muito diferente da que poderíamos ter adotado cinco anos atrás”, disse ele.

Em notícias relacionadas, David Marcus, CEO da Calibra (a entidade que criou uma carteira digital para o projeto Libra), defende a moeda como “uma possível melhoria nos sistemas de pagamento tradicionais”.

Em um post do Medium nesta quarta-feira, ele escreveu que a Libra seria um “divisor de águas” para o usuário comum, argumentando que “as ‘redes monetárias’ existentes estão fechadas e não estão bem interconectadas”.

“Alguns desses sistemas foram construídos nas décadas de 1960 e 70 e, apesar de terem recebido atualizações desde então, eles geralmente vivem em cima de uma infraestrutura centralizada e arcaica.”

A necessidade de intermediários nos métodos tradicionais de pagamento também “significa atrasos e custos adicionais a cada passo do caminho”, acrescentou Marcus.

A Libra, por outro lado, permitirá que valores sejam movidos ao redor do mundo “quase em tempo real” e a “um custo incrivelmente baixo”.

Marcus estabeleceu ainda seu grande sonho para Libra, dizendo:

“Assim como o SMTP permitiu que qualquer provedor de e-mail interoperasse com outros provedores de e-mail, a Libra pode ser o ‘protocolo’ que permitirá movimentos financeiros rápidos, baratos e estáveis ​​entre provedores de serviços, instituições e pessoas em todo o mundo.”

Obviamente, para Marcos, a adição de criptomoedas no ecossistema da maior rede social do mundo é uma irretocável oportunidade de popularização. Obviamente, sua visão é a prova de contestação, no entanto, desconsidera outras soluções abertas e públicas já em operação no mercado e aparente eficácia global.

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