Grupo Bitcoin Banco responde requerimentos em seu pedido de recuperação judicial

No dia 07 de novembro, o CriptoFácil noticiou que o primeiro despacho referente ao pedido de recuperação judicial do Grupo Bitcoin Banco (GBB) havia sido realizado. A juíza Mariana Gluszcynski Fowler Gusso, responsável pelo processo, solicitou que fossem esclarecidos pontos como o balanço das empresas pertencentes ao Grupo, informações confusas e uma filial da exchange NegocieCoins em Bogotá, na Colômbia.

No dia 20 de novembro, o GBB respondeu aos requerimentos da juíza Gusso. O CriptoFácil obteve acesso ao documento, cujo primeiro ponto abordado diz respeito à filial colombiana da NegocieCoins, sobre a qual o GBB alega que nunca foi instalada por conta das crises que se abateram sobre o grupo.

Sobre a CLO Participações e Investimentos S/A, que possui participação majoritária nas empresas do Grupo Bitcoin Banco muito acima do seu capital social – razão pela qual a magistrada pediu esclarecimentos -, a defesa do GBB alega que a empresa atua como holding do grupo e “recebeu adiantamentos (mútuos) de clientes, pessoas físicas e jurídicas, em montante suficiente para efetuar os investimentos em sociedades controladas e coligadas”.

Ao todo, a CLO Participações e Investimentos S/A tem uma participação total nas 12 empresas do grupo superior a R$4 milhões, enquanto seu capital social é de R$100 mil – dos quais apenas R$10 mil são integralizados.

Em relação aos bens de Heloisa de Cassia Ceni, administradora das empresas integrantes do grupo Tagmob Administração e Corretagem de Imóveis Ltda, e Opencoin Serviços Digitais Ltda, que foram deixados de fora na petição inicial referente à recuperação judicial, o Grupo Bitcoin Banco esclarece que ela não era mais administradora de ambas empresas. Os proprietários das empresas acima mencionadas são, respectivamente, Cláudio de Oliveira e Johnny Pablo Santos.

Após responder os questionamentos da juíza, 146 páginas de documentos referentes aos três últimos exercícios fiscais de todas as empresas pertencentes ao grupo foram juntadas. Atualmente, o processo se encontra concluso desde o dia 21 de novembro para que a juíza Gusso decida sobre a resposta do GBB.

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