Governo do Irã anuncia novas tarifas de energia para mineração de criptomoedas

O governo do Irã supostamente finalizou a elaboração das tarifas de energia para os mineradores de criptomoedas que atuam no país, informou o site The Block nesta quinta-feira, 14 de novembro.

O primeiro aspecto da lei é bastante curioso: o governo oferecerá recompensas para quem denunciar operações ilegais de mineração no país. De acordo com Mostafa Rajabi, porta-voz do Ministério de Energia do Irã, qualquer pessoa que denuncie mineradoras de criptomoedas que estejam usando eletricidade subsidiada de forma ilegal será recompensada com até 20% do valor cobrado das empresas referente aos danos causados ​​à rede elétrica nacional.

Rajabi também afirmou que com as novas regras, a mineração de criptomoedas que ocorre durante os horários de pico de consumo de energia no Irã, que duram mais de 300 horas por ano, estão proibidas.

Para o resto do ano, o cálculo será feito com base em um preço médio para a exportação de eletricidade, cuja soma fixa foi estabelecida em 9.650 riais (cerca de US$0,08) por cada quilowatt-hora (KWh). Esse preço será usado como linha de base para calcular o preço da energia consumida pela mineração.

Com base no preço médio, os custos ficaram estabelecidos da seguinte forma: no período de frio do Irã (cerca de oito meses por ano), o valor cobrado pela mineração será de US$0,04 por KWh. Já no restante do ano, marcado pelo clima quente, o preço quadruplicaria para US$0,16 por KWh.

Em julho, o governo do Irã legalizou a atividade de mineração de criptomoedas, conforme relatou o CriptoFácil. O uso de energia subsidiada já havia pressionado a rede elétrica do Irã, causando um aumento de 7% no consumo de energia no país. O governo resolveu legalizar o processo para conseguir auferir receitas através de tarifas diferenciadas de cobrança e também por meio de impostos.

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