Google Trends mostra crescente popularidade do Bitcoin na África

O maior ativo digital do mundo, o Bitcoin, sempre foi a principal referência entre as criptomoedas. Para a maioria das pessoas, o Bitcoin é a porta de entrada para outros criptoativos e para a tecnologia blockchain, e é por isso que as pesquisas de tendências relacionadas ao termo “Bitcoin” tendem a ilustrar a disseminação das criptomoedas como um todo.

O Google Trends ajusta a pontuação de tendência dividindo o número de pesquisas feitas direcionadas ao dado pelo número total de pesquisas feitas na região. Dessa forma, ele pode efetivamente avaliar qual região está mostrando o maior interesse sobre um dado específico, neste caso analisaremos o Bitcoin. Além disso, elimina pesquisas duplicadas e realizadas por um inexpressivo contingente de pessoas.

A Binance Research, braço de pesquisa e análise de uma das maiores exchanges de criptomoedas do mercado, publicou um gráfico animado mostrando as mudanças auferidas durante o tempo no ranking de Pesquisa do Google para o termo “Bitcoin”. O pequeno vídeo mostrou mudanças auferidas na pesquisa do Google por país.

 

Segundo os dados da Binance, a Irlanda parece ter sido o primeiro país a capturar o Bitcoin. Em janeiro de 2011, o Bitcoin foi mais pesquisado na Irlanda, seguido pela Bélgica. No mês seguinte, o Bitcoin explodiu brevemente no Quênia, mas logo foi superado em popularidade por pesquisas na Finlândia, na Estônia e na Islândia.

Até meados de 2012, os países do norte e do este da Europa assumiram a liderança quando tratam-se de pesquisas pelo Bitcoin, encabeçados por Islândia, Finlândia, Noruega, Estônia e Rússia.

A Austrália e a Nova Zelândia começaram a perceber o fenômeno das criptomoedas em 2013, com o Bitcoin sendo o termo mais pesquisado nos dois países várias vezes ao longo do ano.

No entanto, a tendência sentido leste do globo, que começou em 2013, estava em pleno andamento em 2014, quando Hong Kong e Cingapura capturaram o Bitcoin. Os dois viram as pesquisas no Google por Bitcoin dispararem e permaneceram entre as 10 principais regiões que efetivaram pesquisas sobre o Bitcoin ao longo de 2015.

Após a crise econômica que atingiu a Grécia em 2015, o termo pesquisado despontou na região. A incerteza política combinada com a maior crise de dívida que a Europa havia visto em uma década tornou-se um terreno fértil para o Bitcoin, que era considerado um ativo “porto seguro”.

Sentimento semelhante cresceu na Venezuela, onde as eleições parlamentares de 2015 desencadearam uma crise política que se estendeu por 2016. O crescente número de buscas por Bitcoin no país o colocou entre os 10 colocados no gráfico em 2015.

Em 2016, o Bitcoin começou a se espalhar para o sul e para o leste. A África do Sul continuou sendo a região com mais pesquisas sobre o Bitcoin por alguns meses em 2016, seguida de perto pela Malásia e por Cingapura. Os três foram superados pela Nigéria, que manteve o recorde de pesquisas pelo termo Bitcoin em 2017.

Ambos os países, Nigéria e África do Sul – atingidos por reformas econômicas e desvalorização de suas moedas nacionais, parecem estar buscando o Bitcoin em tempos de incerteza financeira e política.

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