Gigante da mineração junta-se à rede blockchain para rastrear cobalto

Uma das maiores mineradoras de Cobalto do mundo, a Glencore PLC, anunciou em um comunicado à imprensa divulgado nesta quinta-feira, 12 de dezembro, que está ingressando na Rede de Blockchain de Fornecimento Responsável (RSBN). A companhia de capital aberto utilizará a plataforma Hyperledger Fabric da RSBN para a produção de cobalto e se tornará membro do consórcio até fevereiro de 2020. As informações são do site de notícias Coindesk.

No comunicado, o chefe de marketing de cobalto da Glencore Nico Paraskevas destacou:

“O RSBN desempenha um papel fundamental no avanço da parceria sustentável entre os produtores de commodities que permitirá a transição para uma economia de baixo carbono e os principais consumidores de todo o mundo.”

Esse anúncio da Glencore vai de encontro ao compromisso firmado pela empresa em outubro de 2019, quando afirmou que consideraria a tecnologia blockchain em sua cadeia de suprimentos. Na ocasião, conforme reportou o CriptoFácil, a Glencore juntou-se a outras seis empresas de mineração em um esforço chamado de Mining and Metals Blockchain Initiative, com o objetivo de implementar soluções para acelerar o fornecimento responsável de minérios de diversos tipos de metais.

RBSN parece ser o beneficiário

Conforme informa o comunicado, o consórcio RBSN, que reúne mineradoras, montadoras, refinarias e empresas de tecnologia, permitirá à Glencore oferecer maior rastreabilidade e transparência da cadeia de suprimentos e integrar boas práticas com seus parceiros dessas cadeias. Além disso, a RBSN já está construindo uma plataforma auditada de rastreamento de minerais, que é executada no topo da blockchain da IBM.

O cobalto, componente principal no design de baterias, é o primeiro mineral a ser testado pela plataforma. E, segundo a Glencore, o projeto piloto já rastreou 1,5 toneladas de cobalto das minas congolesas até uma fábrica da Ford Motor Company no México. A RSBN afirmou que o próximo passo é levar colocar o sistema para funcionar de forma efetiva em produção comercial a partir de 2020. 

A Glencore informou também que futuramente levará à plataforma outros minerais, como estanho, tântalo, tungstênio e ouro.

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