CVM alerta sobre suposta pirâmide patrocinadora de time de futebol francês

A suposta pirâmide financeira Midas Trend, que não tem autorização da Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) para atuar no mercado nacional oferecendo investimentos, patrocinou um jogo do campeonato francês ocorrido neste sábado, 26 de outubro. A partida entre o Lille e o Bordeaux, que foi vencida pelo Lille por três a zero, foi transmitida no Brasil em canais de tv por assinatura.

A empresa teve sua logomarca inserida na camisa usada pelo Lille durante a partida e também em placas espalhadas pelo campo.

“Esse é nosso primeiro pontapé inicial, a nossa ideia é romper fronteiras mesmo e superar todos os desafios. Estou muito feliz com isso”, declarou o presidente da companhia Deivanir Santos.

Apesar do recente patrocínio, clientes da empresa publicaram relatos no portal Reclame Aqui sobre dificuldades em acessar o sistema da Midas Trend e também problemas para realizar saques. Prometendo “triplicar” o investimento de seus usuários, a empresa vende pacotes de investimento para um robô de arbitragem chamado Botmidas, que poderia conseguir rentabilidade de até 50% por mês.

“A plataforma diz que minha senha e/ou login estão errados, porém, não estão, e por causa disso não consigo acesso à minha plataforma. Já tentei redefinir a senha para tentar entrar, mas até hoje não obtive qualquer resposta da empresa. A empresa não possui SAC, telefone ou qualquer outra forma de contato para solucionar possíveis problemas. Se por algum motivo acontecer com algum investidor o que aconteceu na minha plataforma, seu dinheiro ficará preso e não terá ninguém para lhe ajudar, ou seja, perde o dinheiro“, disse um investidor de Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul.

Sem licença da CVM, a autarquia abriu o Processo Administrativo SEI nº 19957.006646/2019-48 com a finalidade de apurar uma denúncia contra a empresa e declarou.

Propagandas ou propostas como as da Midas Trend devem levantar certa suspeita, recomenda-se cautela e adoção de providências para checar a procedência, legalidade e viabilidade da oferta ou proposta antes de fechar qualquer negócio, acordo, etc, e principalmente antes de fazer qualquer pagamento”, destacou a CVM.

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