Coleção de arte é adquirida por US$5 milhões em Bitcoins

O pintor britânico Lincoln Townley vendeu sua coleção Greed, que consiste em 19 pinturas, por 490 BTC (cerca de US$4,9 milhões, considerando a cotação no momento da escrita), segundo informou o Evening Standard. Suas obras agora pertencem a um investidor de Cingapura cujo nome não foi divulgado.

Townley é um grande entusiasta da criptomoeda e esta não é sua primeira venda utilizando Bitcoin. Sua pintura em homenagem a Francis Bacon foi vendida por 40 BTC em 2017, mais tarde, fez história ao negociar uma outra série de pinturas por meio do aplicativo de mensagens WeChat utilizando criptomoedas.

Durante uma entrevista ao Daily Express, Townley defendeu que artistas deveriam procurar maneiras alternativas de vender seus trabalhos. Desse modo, contorna a conturbada intermediação das tradicionais galerias e leilões, sua ação serve como exemplo a outros pintores que, como ele, podem tirar proveito do rápido avanço tecnológico.

“Eu acho que existe um mercado enorme para expansão, com algo que vai inflar em valor.”

A intenção do artista é carregada de sentido e extrapola a aparente análise de uma ação com objetivo de se destacar entre outros artistas. Com a ajuda de sua rede de compradores digitais, ele quer descentralizar a indústria da arte, avaliada em US$70 bilhões. Com criptomoedas, os tradicionais intermediários da indústria tornam-se desnecessários durante as transações.

Townley não é uma voz perdida na multidão das galerias. No ano passado, a tecnologia blockchain foi um tópico bastante debatido durante a Semana de Arte de Miami. Na ocasião, inúmeros especialistas defenderam que a tokenização de pinturas logo se tornaria amplamente adotada na indústria.

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