Caso Atlas Quantum; Confira a linha do tempo com os principais acontecimentos

Já se passaram pouco mais de dois meses desde a suspensão da Atlas Quantum pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Durante este período, muitas notícias saíram sobre a empresa, que variam desde auditorias sob suspeita até a demora no processamento dos saques de seus seus clientes.

Para ajudar o leitor a entender melhor o caso, criamos uma breve linha do tempo com os principais acontecimentos. Junto com o resumo de cada fato, é possível acessar a matéria completa para acesso aos detalhes de cada ocasião.

25 de junho – Atlas Quantum chega na TV

No dia 25 de junho deste ano, uma propaganda patrocinada pela Atlas Quantum foi exibida nas principais emissoras do país durante o horário nobre. O vídeo mostrava uma criança ensinando o que é o Bitcoin e dizendo como é fácil usar a criptomoeda. O que pareceu uma boa jogada de marketing terminou sendo o estopim da crise vivida pela empresa atualmente. Confira a matéria completa aqui.

06 de agosto – 15 mil Bitcoins

Pouco mais de um mês após a primeira veiculação do anúncio, a Atlas comunicou aos seus clientes que possuía cerca de 15 mil bitcoins sob custódia. O valor transformou a empresa na maior plataforma de criptoativos da América Latina e parecia confirmar a boa fase  – e o sucesso da propaganda em captar novos clientes. Confira a matéria completa aqui.

13 de agosto – a CVM contra-ataca

Uma semana depois, veio a bomba: a CVM ordenou que a Atlas deveria suspender a sua propaganda na TV, bem como toda e qualquer oferta de investimento em todos os meios. A autarquia alegou que Quantum, o robô de arbitragem da Atlas, se enquadrava na categoria de Contratos de Investimento Coletivo (CIC) e não possuía autorização para emitir tais ofertas. A suspensão cai como uma bomba na comunidade brasileira de criptoativos e inicia uma corrida dos clientes que querem sacar seus Bitcoins. Confira a matéria completa aqui.

29 de agosto – a Atlas se pronuncia

No dia 29 de agosto, a Atlas informou que a grande demanda de saques fez com que as exchanges nas quais a empresa opera pedissem mais documentos, o que atrasaria a liberação dos criptoativos. A empresa estipulou um prazo de até D+7 para que as solicitações fossem atendidas. Cinco dias depois, a fila de saques chegaria à duas mil solicitações em atraso. Confira a matéria completa aqui.

06 de setembro – caso Atlas chega ao Congresso Nacional

A repercussão do caso Atlas Quantum chegou ao centro do poder político brasileiro. O Deputado Aureo Ribeiro (SD/RJ), autor do Projeto de Lei 2303/2015 – que busca regulamentar o mercado de criptoativos no Brasil – solicitou uma audiência com a Atlas e a empresa Investimento Bitcoin alegando “indícios de pirâmide financeira”. O objetivo do Deputado é instaurar uma CPI para investigar esse tipo de crime. Confira a matéria completa aqui.

12 de setembro – a saída de profissionais-chave

No dia 12 de setembro, quatro profissionais de alta relevância da equipe da Atlas foram desligados da empresa. O Diretor executivo de Crescimento Marcelo Franco; a Diretora executiva de Riscos e Controle Emília Campos; o Diretor de Distribuição Bruno Peroni; e o Diretor de Tecnologia Rodolfo Marun. Os motivos não ficaram claros, mas houve a suspeita de desentendimentos entre o corpo diretivo da empresa. Confira a matéria completa aqui.

16 de setembro – Atlas não paga acordo

No dia 16 de setembro foi protocolada uma ação cujo valor estava na casa de R$18 milhões. No processo, foi exposto o fato de que a Atlas Quantum não honrou com o pagamento de um acordo extrajudicial de 120 Bitcoins. O acordo previa o pagamento dos Bitcoins em três parcelas e o não cumprimento despertou mais desconfiança a respeito da capacidade de pagamento da empresa. Confira a matéria completa aqui.

18 de setembro – Atlas divulga vídeo com saldos em exchanges

No dia 18 de setembro, a Atlas Quantum divulgou um vídeo no qual o CEO da empresa Rodrigo Marques aparece mostrando os saldos em Bitcoin e criptodólares armazenados em três exchanges: Poloniex, Gate.io e HitBTC. Confira a matéria completa aqui.

25 de setembro – a audiência

No dia 25 de setembro, a Comissão Especial que analisa o PL que busca regulamentar o mercado de criptoativos recebeu a presença do CEO da Atlas Rodrigo Marques e da ex-diretora jurídica da empresa Emília Campos. Ambos explicaram a situação da empresa e responderam às perguntas dos parlamentares. Confira a matéria completa aqui.

26 de setembro – o titã domina o deus egípcio

Um dia após a audiência, a Atlas anunciou a compra total da empresa AnubisTrade, empresa brasileira com sede nas Bahamas. A AnubisTrade era uma espécie de concorrente da Atlas, pois também oferecia juros aos clientes que depositassem seus Bitcoins lá. Confira as matérias completas aqui e aqui.

02 de outubro – exchanges confrontam Atlas sobre vídeo

Outubro começa com mais uma polêmica: a exchange HitBTC emitiu um comunicado no qual negava as reclamações da empresa sobre o atraso nos saques. Pior, a exchange afirmou que a Atlas forjou partes do vídeo no qual mostrou os supostos saldos. A Gate.io também se manifestou e alegou que o vídeo era forjado. Com isso, especialistas começaram a explicar como a empresa poderia ter feito a manipulação. As acusações levaram a Atlas a emitir um comunicado se defendendo. Confira as matérias completas aqui, aqui, aqui e aqui.

8 a 11 de outubro – clientes e aceleradora se manifestam

Entre os dias 8 e 11 de outubro, os clientes da Atlas e a aceleradora WOW – responsável pela incubação inicial da startup – se manifestaram sobre o caso. Os clientes marcaram uma manifestação na sede da empresa, enquanto a WOW alegou que parte de um pagamento feito pela venda de sua participação na Atlas não foi pago. Para completar, os clientes da AnubisTrade – agora parte da Atlas – também começaram a não conseguir sacar seus Bitcoins. Confira as matérias completas aqui, aqui e aqui.

14 de outubro – data e forma de pagamento são anunciadas

No dia 14 de outubro, a Atlas afirmou que iria ressarcir todos os clientes a partir do dia 21. Mas os pagamentos não seriam feitos em Bitcoin e sim em Reais. A empresa afirmou que os detalhes da operação seriam divulgados no dia 21. Dois dias depois, um áudio de uma reunião de emergência da empresa é vazado. Confira as matérias completas aqui, aqui e aqui.

21 de outubro – a expectativa seguida de decepção

Enfim, o dia 21 de outubro chegou e a Atlas realmente cumpriu a promessa de pagar seus clientes. Porém, a solução apresentada pela empresa foi a de permitir a venda dos Bitcoins presos na plataforma e o saque dos valores em Reais – tudo isso com um deságio absurdamente alto. Apenas 24 horas depois, o preço do “BitAtlas” estava 70% mais barato do que o Bitcoin, o que provocou perdas financeiras e irritação de vários clientes. Confira as matérias completas aqui e aqui.

Leia também: Site mostra cotação do “BitAtlas” em tempo real

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