Banco Central da Tunísia nega lançamento de “dinar digital”

O Banco Central da Tunísia (BCT, na sigla em francês) desmentiu a afirmação de que estaria emitindo uma versão digital da moeda nacional do país (CBDC), o dinar tunisiano.

Em uma declaração oficial publicada nesta terça-feira, 12 de novembro, o BCT classificou como “boatos infundados” a afirmação. De acordo com o documento, um projeto de “prova de conceito” não afiliado ao banco foi retirado “de contexto” e o banco também negou a parceria com a startup russa Universa.

“O [Banco Central da Tunísia] não mantém nenhum relacionamento, de qualquer espécie, com nenhum fornecedor nacional ou estrangeiro, com o objetivo de criar qualquer moeda digital”, afirmou o documento.

O BCT admitiu que está considerando criar uma CBDC pois diz que estuda “todas as alternativas existentes”. Mas não existem planos imediatos para um “e-dinar” entrar em operação.

“O banco está estudando as oportunidades e os riscos inerentes a essas novas tecnologias, particularmente em termos de segurança cibernética e estabilidade financeira”, afirmou a declaração.

Entenda o caso

Na semana passada, conforme relatado pelo CriptoFácil, a agência de notícias estatal russa Tass informou que o BCT estava em parceria com startup de blockchain Universa para desenvolver e emitir uma moeda digital.  Mas o banco disse que nenhum anúncio foi feito. Em vez disso, ele apontou para uma demonstração de testes de uma CBDC privada, sem relação com o banco, mal-interpretada.

“Este teste de PoC (Prova de conceito) foi retirado de contexto, tornando-se uma operação de marketing na qual o nome do BCT foi usado incorretamente”, esclareceu o BCT.

O CEO da Universa Alexander Borodich também apresentou o projeto na Malta AI & Blockchain Summit em Malta na semana passada. Até a finalizacão deste texto, Borodich não se manifestou a respeito do mais recente posicionamento do banco central da Tunísia.

Mesmo com o desmentido do BCT, a Tunísia já mostrou algum interesse pela tecnologia blockchain no passado. Em 2015, o Ministério das Tecnologias de Comunicação do país publicou uma vaga de estágio que solicitava conhecimentos em blockchain. No mesmo ano, o serviço postal do país relatou o teste de um aplicativo de pagamento com criptomoedas. O BCT ressaltou que país continua aberto a experimentos com a tecnologia.

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