Alta no preço do Bitcoin pode não ter qualquer relação com ataques ao Irã, dizem especialistas

O assassinato do general iraniano Qasem Soleimani provocou uma série de reações no mercado financeiro, e talvez no mercado de criptomoedas. O valor de mercado do Bitcoin aumentou de um valor de US$130 bilhões para US$151 bilhões, no momento da escrita, um fenômeno que alimentou o argumento de que “o BTC valorizou porque é visto como um ativo de refúgio”. No entanto, segundo Frank Chaparro, diretor de imprensa do The Block, essa alegação é infundada porque a atividade no preço do Bitcoin não “explodiu” com a morte de Soleimani.

Dados da Grayscale e da AmunAG mostram que, durante o período de turbulência geopolítica, o volume de transações da ETP da criptomoeda realmente aumentou, mas isso também não estaria ligado aos ataques norte-americanos e a resposta iraniana, e sim ao impulso das baleias gigantes no mercado.

Outro especialista, o jornalista W.E. Messamore, destacou que o preço do Bitcoin começou a subir antes mesmo de qualquer notícia sobre os ataques norte-americanos e que o que ocorreu foi um movimento de mercado que coincidiu com a tensão no Oriente Médio.

“O preço do Bitcoin saiu de US$6.916 para US$7.387, que foi a primeira alta antes dos US$8 mil atuais, antes de qualquer notícia sobre o ataque. A razão mais provável da subida do Bitcoin é simples, o mercado. Ele ricocheteou em US$7.000. É isso aí. E aconteceu no início da tarde de quinta-feira, 03 de janeiro, horário da costa leste dos EUA, antes que os mercados soubessem de qualquer ataque aéreo no Oriente Médio. O BTC apenas se comportou como previam analistas, batendo em um suporte e depois subindo. O preço do bitcoin não subiu porque alguns capitalistas temiam uma nova Guerra Mundial, ele foi somente vendido em excesso e os comerciantes compraram a queda”, disse.

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